quarta-feira, 19 de agosto de 2015

[Resenha Quadrinhos] A Queda dos Mutantes Volumes 1, 2 e 3

Um dos maiores clássicos dos X-Men é A Queda dos Mutantes que a Panini relançou há algum tempo, mas ainda pode ser encontrado (com sorte) em sebos e lojas especializadas. O mais legal dessas HQs dos anos 1980 é que os roteiristas se preocupavam muito com o desenvolvimento dos personagens a ponto de enveredarem por diálogos longos e normais, mas ainda assim, cheios de força e significado. Quem ler uma HQ como essas vai notar que as histórias de hoje parecem em sua maioria pasteurizadas, feitas às pressas e com um foco mais cinematográfico. Nesse primeiro volume de A Queda dos Mutantes temos um arco inteiro com o X-Factor de Louise Simonson nos roteiros e a arte de Walter Simonson fazendo o que sabe fazer melhor. Ainda há uma rápida participação do Hulk de Peter David e Todd McFarlane e Quarteto Futuro com arte de Jon Bogdanove. Aqui os X-Factor lidam com aquilo que mais incomoda os mutantes: o preconceito. Paralelo a isso, um vilão conhecido dos X-Men engendra um ardil para os primeiros mutantes da Marvel com resultados significativos e duradouros. Louise trabalha com humanidade nos personagens como poucos e Walter consegue dar muita vitalidade a tudo isso. Outra coisa que ajuda muito é a diagramação e as cores sóbrias. Ótimo encadernado e que trás o melhor da HQ mutante da época até mesmo pros dias febris de hoje.

X-Men- A Queda dos Mutantes Vol. 1
Roteiro: Louise Simonson (com Peter David)

Arte: Walter Simonson, Todd McFarlane, June Brigman, Sal Buscema  e Jon Bogdanove
Páginas: 284
Editora: Panini Comics


Nota: 4,0 (de 5,0)

E continua a saga dos mutantes da Marvel nos de 1980 que pra mim, é bem mais tenebrosa que as sagas calculadas de hoje. Essa edição pra mim tem dois destaques: Demolidor e Quarteto Fantástico fazend tie-in com o arco dos mutantes. O destaque do Demolidor vai para a arte mais crua de John Romita Jr. e seu traço mais sujo, hachurado, lembrando um pouco o sensacional Lee Weeks. O roteiro da Ann Nocenti é inspirado e apurado, muito ao contrário do que ela fez, por exemplo, na fase da Katana em Novos 52- um verdadeiro lixo. Já em Quarteto Fantástico temos Steve Englehart nos textos e Keith Pollard na arte. Aqui temos um Quarteto alquebrado e sem o Sr. Fantástico e a Mulher Invisível. Mais uma prova de que os quadrinhos dessa época tinham muito mais bom senso e solides na condução de suas tramas. Um texto dinâmico e uma arte competente. Pra quê coisa melhor? As duas HQs mostram algumas consequências do arco com o X-Factor (por Louise e Walter Simonson) e sua luta com o Apocalipse. Com extrema competência, Louise fecha sua trama de forma forte e decidida, colocando a equipe do X-Factor em linha sólida como heróis e com seu status renovado. Em seguida temos o arco com os X-Men de Chris Claremont e Marc Silvestri. Cara, gosto muito de Claremont. Em sua época boa (anos 70 e 80), o roteirista deu aos X-Men o melhor que ele podia dar e fez muito sucesso. 

No entanto, lendo esse arco em específico, vejo como o roteirista tem alguns vícios chatos, como por exemplo, sempre repetir tudo o que já escreveu nas edições anteriores, mas de forma diferente em recordatórios dramáticos. Tipo: "Eu sou o Wolverine e minha alma está dilacerada pela dor do destino, mas ainda assim, sou o melhor no que faço". Não tem esse texto na HQ, mas é algo que ele vai repetir em todas as outras, mudando apenas algumas palavras. Isso acontece com todos os personagens centrais. Mas te dizer: as tramas são boas. Os X-Men são anti-heróis praticamente, relegados a própria sorte. São realmente trágicos nas mãos de Claremont e isso é único. Já Marc Silvestri, é um talento. Pra mim Jim Lee puxou todo o seus "estilo" da arte de Silvestri. Note como a arte do artista é muito semelhante com o que Lee faria algum tempo depois. Silvestri já tinha as hachuras, já sacava dos paranauê, fora que é um artista anatomicamente muito melhor em termos de qualidade corporal, dinâmica de enquadramento e técnica. Hoje não gosto tanto do traço dele, pois ficou muito sujo, mas Silvestri nessa fase dos X-Men era muito bom. 

Quanto a trama, que é o mais importante, Claremont segue pelo seu caminho dramático, cheio de bravatas nobres e ações cinematográficas. Dessa vez o vilão não é um poderoso Apocalipse, mas os Carrascos de Massacre de Mutantes, junto com a Força Federal (ex-Irmandade de Mutantes) e um vilão indígena que eu não conhecia. Pra mim o dinamismo efetuado em X-Factor dá lugar a uma trama mais preocupada e melodramática. Mas nada disso atrapalha a diversão, que ainda é muito melhor que muita coisa feita nos dias de hoje.

X-Men- A Queda dos Mutantes Vol. 2
Roteiro: 
Ann Nocenti, Steve Englehart, Chris Claremont, Louise Simonson e Peter David 
Arte: Walter Simonson, Marc Silvestri, Todd McFarlane, Kerry Gammill e Keith Pollard 
Páginas: 276
Editora: Panini Comics


Nota: 3,5 (de 5,0)

E finalizando A Queda dos Mutantes. Eu nunca acompanhei essa fase em sua época quando saiu nas bancas pela Abril ainda nos famigerados (mas para alguns saudosistas) formatinhos. Depois de ler as três edições que compõe o arco, o derradeiro com o final da passagem dos X-Men para os Novos Mutantes se revelou uma grata surpresa pra mim. Apesar de ter gostado da participação do X-Factor e dos X-Men, foi em Os Novos Mutantes de Louise Simonson e Bret Blevins que eu mais me divertir. Em X-Factor Louise parecia mais preocupada em manter a trama politizada, e Chris Claremont em X-Men... bem, sacumé... recordatórios,dramas, bravatas, etc. Já em Novos Mutantes Louise se mostrou mais à vontade. Os personagens pareciam mais naturais, apesar de o texto ser mais leve, com cara de série americana familiar dos anos 80. E eu não sabia, mas foi nesse arco que os Novos Mutantes tiveram uma baixa sentida por vários anos (não vou revelar, afinal, há pessoas que ainda não leram). Uma das melhores edições da coleção em três volumes editado pela Panini, mas que só li agora (tava ali na prateleira junto com outras esperando para serem lidas). Concluindo que a família mutante estava em boas mãos, com roteiros mais bem amarrados e personagens mais pé no chão. Boa fase. Boas HQs.

X-Men- A Queda dos Mutantes Vol. 3
Roteiro: Louise Simonson e Chris Claremont

Arte: Bret Blevins, June Brigman  e  Marc Silvestri
Páginas: 268
Editora: Panini Comics

Nota: 4,5 (de 5,0)

[Trailer] Novo trailer de The Martian


The Martian é um dos filmes que mais estou ansioso para esse fim de ano. E tudo indica que Ridley Scott irá acertar, o livro é ótimo, os trailers são ótimos e o elenco nem se fala. Nesse novo trailer vemos o personagem do Matt Damon sendo deixado para trás logo depois de um acidente, e isso o faz lutar para sua sobrevivência a todo custo.


O filme da 20th Century Fox terá sua estréia mundial no Festival Internacional de Toronto no próximo mês e chega aos cinemas em 01 de outubro.

[Resenha Filmes] Sangue negro (There Will Be Blood)


Virada do século XIX para o século XX, na fronteira da Califórnia. Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) é um mineiro de minas de prata derrotado, que divide seu tempo com a tarefa de ser pai solteiro. Um dia ele descobre a existência de uma pequena cidade no oeste onde um mar de petróleo está transbordando do solo. Daniel decide partir para o local com seu filho, H.W. (Dillon Freasier). O nome da cidade é Little Boston, sendo que a única diversão do local é a igreja do carismático pastor Eli Sunday (Paul Dano). Daniel e H.W. se arriscam e logo encontram um poço de petróleo, que lhes traz riqueza mas também uma série de conflitos.

Esse filme é da série, por quê demorei tando para assistir esse filme? Simplesmente fantástico! Não sou um grande fã do Paul Thomas Anderson, mas sei o quão bom diretor ele é. O filme nos mostra um relacionamento entre pai e filho que me agradou bastante, mesmo com a virada que esse relacionamento tem ao longo do filme, ainda sim é intrigante ver como pai e filho podem ir de um relacionamento harmônico, a um desastre entre familiares.


A ganancia, o sei temperamento forte e suas convicções, transformam Daniel em um homem cético e que não confia em ninguém. Sempre procurando fazer tudo com suas próprias mãos, conhecemos um homem capaz de tudo para poder crescer e se tornar ainda mais poderoso. A fotografia do filme é esplendida! O filme além de ter uma ótima história, tem um visual sem igual, Paul Thomas Anderson é um cara diferenciado, lembrando bastante Sergio Leone. A atuação de Daniel Day-Lewis é de cair o queixo, um oscar muito mais que merecido para um dos melhores atores da atualidade e não posso me esquecer na trilha sonora fantástica que esse filme tem. Façam um favor a vocês mesmos, assistam!

There Will Be Blood (2007)
Direção: Paul Thomas Anderson
Roteiro: Paul Thomas Anderson
Produtores: Daniel Lupi, Joanne Sellar, Paul Thomas Anderson
Elenco: Daniel Day-Lewis, Paul Dano, Russell Harvard, Ciarán Hinds

Duração: 158 minutos

Nota: 4,0 (de 5,0)


[Vídeo] Novo filme do quarteto fantástico, será que foi esse desastre todo?


Mais um vídeo, e agora o Ítalo Passos e a Emanoella Martins, falam sobre suas impressões sobre o reboot do Quarteto Fantástico. Será que o filme da família mais tradicional do universo Marvel é realmente desastroso? Nada se salva no filme? A culpa é de quem no fim das contas, Diretor, elenco ou da própria Fox? Assistam e ajudem a divulgar!


terça-feira, 18 de agosto de 2015

[Quadrinhos] Homem-Aranha toma posse do Edifício Baxter

A Marvel continua "caçando" o Quarteto Fantástico dentro de seus quadrinhos. Depois de cancelar a HQ dos personagens e separá-los por vários grupos de outros heróis, agora o famoso Edifício Baxter, lar dos heróis, será do Homem-Aranha e se chamará Parker Industries. Isso faz parte da imensa transformação da Casa das Ideias para seus quadrinhos após o novo Guerra Secretas (de novo? Sério?). O Universo Marvel estará todo remodelado e cheio de novos pontos de partida. A edição #03 de Amazing Spider-Man terá um embate entre o Tocha Humana e o "novo" Homem-Aranha... 

[Cinema] Zorro Reborn

Projeto antigo, ideia duvidosa. Já faz um tempo que ouvi essa, uma versão futurista do Zorro. Mas agora parece que vai. O herói mascarado agora estará em um mundo pós-apocalíptico para levar justiça aos necessitados. Sem querer ser nojento... mas sendo nojento, será que os novos detentores do projeto (antes na Fox) estão visando um "Mad Max" de capa e espada? As filmagens (!) começam em março de 2016, mas ainda não há diretor ou ator escalados. Anteriormente Gael Garcia Bernal estava cotado para viver esse Zorro sob a direção de  Ricardo de Montreuil. A última versão do Zorro foi vivido por Antonio Bandeiras (foto) em 2005. 

[Resenha Filmes] Marcados Pela Guerra (Camp X-Ray)


Tendo escapado da sua sufocante cidadezinha para o serviço militar, Cole (Stewart) esperava ser enviada para um turno de serviço no Iraque. No lugar disso, ela é enviada para Guantánamo. Encontrando-se com o ódio e o abuso dos homens muçulmanos em seu posto, Cole se vê travando uma estranha amizade com Ali, que está preso em Guantánamo há oito anos.

Esse filme me tocou bastante, e filmes que me tocam normalmente ganham um espaço no meu coração por toda a vida. Esse é um dos melhores filmes que vi esse ano, na verdade pode ser um dos melhores filmes que vi na vida. Claro que isso é minha opinião e minha visão do filme. Com seu roteiro bem construído e sua ótima direção, o estreante Peter Sattler, acaba de ganhar um fã (Eu). Ele tem algo que nos faz não sentir que está assistindo um filme e sim de estar participando daquela historia junto com os personagens. Kristen Stewart é outro ponto fantástico no filme, ela já tinha me provado que é uma ótima atriz em "Para sempre Alice" e com esse filme ela me mostrou muito além disso, Kristen Stewart é uma das melhores atrizes de sua geração, sem dúvidas.


"Mas você é. Com amor Loirinha." Peguei essa imagem para mostrar a vocês a parte que mais me apaixonou no filme. o relacionamento da Militar com o Detento é construído de um modo único e esse relacionamento tem seu clímax nessa imagem. Isso depois de uma cena de mais de 20 minutos e que eu não percebi cortes, diálogos fortes e cenas emocionantes. Indico demais! Um filme que todos deveriam ver.

Camp X-Ray (2014)
Direção: Peter Sattler
Roteiro: Peter Sattler
Produtores: Gina Kwon
Elenco: Kristen Stewart, Peyman Moadi, John Carroll Lynch, Lane Garrison

Duração: 117 minutos

Nota: 5,0 (de 5,0)


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

[Resenha Quadrinhos] Bidu- Caminhos

E a coleção das Graphic MSP continuam, agora com o Bidu, o primeiro personagem de Mauricio de Sousa a ver a luz do dia. Quando vi o primeiro teaser fiquei meio reticente (pode ser visto AQUI). A capa era de dar dó e sou do tipo que nos filmes torce pelo cachorro. Fiquei com medo de ser um HQ dramática, onde o cãozinho sofre até poder chegar a luz. Mas medo besta o meu. Claro que numa produção como essa isso não aconteceria. E ainda bem! Senão eu nem tinha comprado! Hehehehehe! A história é sim emocionante, mas não envereda pelo caminho dramático pesado, e sim pelas dificuldades que o cãozinho Bidu passa antes de encontrar seu melhor amigo Franjinha. Os autores Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho conduzem uma HQ harmoniosa, com textos no timing certo e com uma arte limpa, que parece mais uma animação. Os painéis são pequenos quadros e funcionam como completo simbiótico com a narrativa. Mais uma grande obra nacional produzida com uma criação nacional dando muitíssimo certo. Mais um personagem do Mauricio de Sousa ganhando uma reinterpretação a altura de sua grandeza e importância no quadrinho interno. A produção ficou lindíssima e merece a estante! 

Nota: 5,0 (de 5,0)

Bidu- Caminhos
Roteiro: Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho
Arte: Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho
Páginas: 80
Preço: R$ 19,90 (capa cartonada) e R$ 29,90 (capa dura)
Editora: Panini Comics

[Quadrinhos] Jeff Smith no Brasil

Um dos criadores de quadrinhos mais festejados por suas HQs pessoais e independentes, Jeff Smith, estará no Brasil para o FIQ 2015 em Belo Horizonte e é o criador do premiado Bone, que recentemente está sendo editado pela HQM Editora e deve estar em livrarias e bancas (pelo menos é o comunicado da editora). Uma ótima oportunidade para conhecer o trabalho desse ótimo quadrinista. A Panini Comics lançou não está com muito tempo Shazam! & A Sociedade dos Monstros do autor em uma nova interpretação do personagem. 

[Resenha Filmes] Maggie- A Transformação e A Série Divergente: Insurgente




Arnold Schwarzenegger anda mesmo ocupado. De filmes de ação urbanos à ficção cientifica e agora no terror. Infelizmente para o ator nenhuma dessa opções parece estar funcionando para ele. Maggie- A Transformação (2015) é mais um título genérico de filmes que pegam a "onda dos mortos-vivos" que vem se estendendo já há alguns anos, mas agora com menos força. No filme a realidade que temos foge pelo menos do esteriótipo dos filmes e seriados que permeiam atualmente o meio da mídia e coloca a "infecção zumbi" num patamar patológico diferenciado. A pessoa quando é mordida não vira um morto-vivo de cara e sai atrás de "miolos". Leva-se semanas até que a modificação realmente se complete e até lá a pessoa consegue viver com o familiar a base de medicamentos pesados. O drama aqui até se presta interessante na raiz da situação, mas o filme não funciona dessa forma. É um longa sem emoção, tentando emular uma. Schwarzenegger tem a interpretação de uma geladeira quebrada, e não parece estar muito familiarizado com essa vertente. O filme não consegue alavancar muito, mas é esforçado, Infelizmente o roteiro de John Scott é limitado e a direção de Henry Hobson burocrática. Fiquei torcendo para que o drama decolasse, pois tinha bons elementos para tal, mas o filme pareceu tão frio e distante quanto um cadáver. Entra pro filão de filmes que o "Sr. Exterminador" não conseguiu emplacar... Uma pena. Tinha até algum potencial. 

NOTA: 1,5 (de 5,0)

Maggie- A Transformação (Maggie- 2015)
Direção: Henry Hobson
Roteiro: John Scott
Elenco: Arnold Schwarzenegger, Abigail Breslin,  Joely Richardson, outros
Duração: 1h37min
Estúdio: Lionsgate Films

Quando assisti Divergente eu não sabia o que esperar. Na verdade estava achando que seria mais um desses filmes tentando pegar carona no hype de longas baseados em livros de sucesso. Mas a verdade é que Divergente até que me surpreendeu, mais até por eu não estar esperando grande coisa. Beleza! Já sua continuação, Insurgente, teve um efeito contrário em mim. Eu esperei mais e vi menos. De cara posso dizer que não é um filme ruim, mas é evidente a preocupação do estúdio em criar um produto que de repente rivalize com Jogos Vorazes (apenas como exemplo). O filme funciona? Sim, dentro da proposta inicial, pode apostar. Mas está longe de ser algo a ser ovacionado. O excesso de efeitos visuais esparramados por telas verdes frias faz com que toda a projeção se torne a certa altura indigesta, com cenas cruas e calculadas para emularem dramaticidade, no entanto, para seu público- alvo (adolescentes e talvez fãs) pode funcionar bem. Aqui a Divergente Tris precisa provar que o modelo de facções-  Os Honestos, Os Altruístas, Os Corajosos, Os Pacíficos e Os Inteligentes- pode estar vinculado a apenas uma unica linha, a dos Divergentes, mas até ter esse conhecimento, ela ainda irá passar por algumas provas de fogo. Shailene Woodley parece estar bem no papel da heroína Tris, já Kate Winslet (a vilã)  parece estar completamente deslocada de sua realidade, funcionando no automático. O restante do elenco, que conta ainda com Naomi Watts à vontade na trama, faz apenas seu papel dentro da sifônia que toca em volta da protagonista. O segundo filme parece ter sido feito para o mercado de home vídeo. 

NOTA: 2,5 (de 5,0)

A Série Divergente: Insurgente (Insurgent- 2015)
Direção: Robert Schwentke
Roteiro: Brian Duffield, Akiva Goldsman, Mark Bomback
Elenco:  Shailene Woodley, Theo James, Kate Winslet, Daniel Dae  Kim, Naomi Watts, outros
Duração: 1h59min
Estúdio: Summit e Lionsgate

[Cinema] Elenco de Star Wars Rogue One

Durante o Disney D23 o elenco do derivado de Star Wars intitulado de Rogue One foi oficializado. Então teremos Mads Mikkelsen, Forrest Whitaker, Felicity JonesDonnie Yen, Diego Luna, Jiang Wen, Riz Ahmed, Ben MendelsohnAlan Tudyk que fará um personagem por captura de movimentos. O filme está sendo comandado pelo diretor Gareth Edwards e terá estréia em dezembro de 2016. O filme se passa um pouco antes da história de Star Wars- Episódio IV. 

[Resenha Quadrinhos] Hulk- Futuro Imperfeito

Quando a Editora Abril lançou a minissérie em duas parte Hulk- Futuro Imperfeito, preferi dar de ombros (apesar do oba-oba) e continuar no meu mundinho seguro das revistas mensais e seus arcos simplórios. Anos mais tarde eu fiquei atrás dessa mini sem achar mais em banca de sebo nenhuma e ficou por isso mesmo. Mas a Panini Comics saciou a minha curiosidade de fã e recolocou esse material em bancas em um encadernado que reúne os dois capítulos de Futuro Imperfeito mais Hulk- O Fim. A HQ que mostra um futuro possível da Marvel com o Hulk se tornando o ditador desumano conhecido como Maestro foi um toque de genialidade numa época em que a Image Comics surgia, trazendo consigo uma era negra para os quadrinhos de super-heróis nos Estados Unidos com seus enredos fracos e artes exageradas. Hulk- Futuro Imperfeito de Peter David e George Pérez é praticamente um oásis dentro daquela época com pouca criatividade. E mesmo hoje, o trabalho continua surpreendente com Peter David criando uma HQ sóbria e cheia de genialidade, ao mesmo tempo que Pérez entrega muito mais que uma arte competente, entrega uma arte cheia de energia. Eu nunca tinha lido e admito que me surpreendi como esse trabalho que vem de 1992, mas que dá uma lavada em muita coisa que é feita nos dias hoje. Ótimo material! Hoje tá mais difícil de encontrar, mas num custa procurar num sebo ou até mesmo aguardar um novo relançamento, mas é material para se ter numa prateleira. 

Nota: 4,5 (de 5,0)

Hulk- Futuro Imperfeito
Roteiro: Peter David
Arte: George Pérez (Dale Keown em Hulk- O Fim)
Páginas: 119
Preço: R$ 19,90

Editora: Panini Comics

sábado, 15 de agosto de 2015

Orlando Bloom estará em Piratas do Caribe 5



Durante a apresentação de Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias da D23 Expo, foi revelado o logo do projeto e que Orlando Bloom retornará para franquia como Will Turner. Entretando, não comentaram se Keira Knightley, que interpreta Elizabeth Swan e se casou com o personagem de Bloom no terceiro filme da saga, também voltará para o quinto longa. Espen Sandberg e Joachim Rønning (dupla responsável por Expedição Kon Tiki) estão encarregados da direção.

Jogado em uma nova aventura, um Capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) está sem sorte quando piratas fantasmas mortais liderados por seu antigo nêmesis, o terrível Capitão Salazar (Javier Bardem), escapam do Triangulo do Demônio, determinados a matar todos os piratas que estão no mar. A única esperança de sobrevivência do Capitão Jack está em procurar o Tridente de Poseidon, um artefato poderoso que dá ao seu possessor o controle total dos mares.

Johnny Depp, Javier Bardem, Kaya Scodelario, Brenton Thwaites, Golshifteh Farahani, Geoffrey Rush, Kevin R. McNally e Stephen Graham também estão no elenco.

Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias chega aos cinemas em 13 de julho 2017.

Fonte: cinemarcado.

Disney anuncia filme de João e o Pé de Feijão


Durante a D23 Fan Expo em Anaheim, na Califórnia, a Disney anunciou o seu mais novo projeto: Gigantic. Uma animação para contar uma nova versão da história de João e o Pé de Feijão que terá músicas compostas por Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez, os mesmos que fizeram as canções de Frozen.

Segundo Nathan Greno, diretor do filme, “você tem que olhar para a história original, os elementos icônicos e então misturar com algo inesperado”.

No caso de João, ele não vai apenas encontrar um belo castelo protegido por um gigante, ele encontrará um mundo totalmente novo nas nuvens.

A primeira criatura gigante que João encontra nas nuvens será uma garotinha gigante de 11 anos chamada Ima, que tem 18 metros de altura. Ela vê o João, que já é um adulto, e pensa que ele é um brinquedo.

Fonte: EW

[Resenha Filmes] Gravidade


Sandra Bullock interpreta a Dra. Ryan Stone, uma brilhante engenheira médica em sua primeira missão espacial, ao lado do veterano Matt Kowalsky (George Clooney) no comando de seu último voo antes da aposentadoria. Em uma operação de rotina fora da nave, o desastre acontece. A nave é destruída, deixando Stone e Kowalsky à deriva no espaço, ligados um ao outro apenas por um cabo. Um silêncio ensurdecedor diz que eles perderam qualquer contato com a Terra - e qualquer chance de resgate. O medo vira pânico, consumindo rápido o pouco oxigênio que resta. O único meio de voltar pra casa talvez seja se jogar de vez na aterrorizante vastidão do espaço.

Mesmo depois de tantos elogios quando foi lançado, eu só me interessei de ver agora. E realmente é um filme muito bom! Ótimos efeitos especiais, ótimos efeitos práticos, ótimas atuações e a edição de som nem se fala. A angustia, sensação de impotência são os pontos que mais marcam o filme. Devo admitir de me deu vontade de conferir esse filme em Imax 3D, deve ser uma experiência incrível! Apesar deu detestar o formato 3D, acho que esse filme, depois de Avatar, foi o único a ser feito pensando no formato. a profundidade que o filme nos passa mesmo assistindo em casa é realmente fantástica.


Os papeis não poderiam estar em melhores mãos, Matt Kowalsky, nas mãos de George Clooney e Dra. Ryan Stone que é vivida pela Sandra Bullock. É incrível como os dois carregam o filme inteiramente sozinhos, a unica coisa que nos da certeza que em certos momentos eles não estão sozinhos é a voz de Ed Harris, que faz a voz do controle da missão. Os prêmios que o filme recebeu foram muito merecidos e todos os elogios também. É sempre bom ver ficção científica e quando é tão reconhecido assim eu realmente fico muito feliz. O filme tem pequenas falhas, mas nada que altere o filme ou o deixe ruim. Super recomendado, espero que quem ainda não viu veja.

Gravidade (2013)
Direção: Alfonso Cuarón
Roteiro: Alfonso Cuarón, Jonás Cuarón
Produtores: Alfonso Cuarón, David Heyman
Elenco: George Clooney, Sandra Bullock

Duração: 90 Minutos

Nota: 3,5 (de 5,0)